quarta-feira, 30 de junho de 2010

Inspiraçoes via Orkut

Me inspirou: a saudade
Vi esse poeminha no orkut, de um cara q cliquei porque achei a foto do perfil dele muito linda e romantica. Abri e me deparei com esse poema q diz muito sobre um momento presente, que começou a mais ou menos dois meses atras.
Então resolvi postar aqui:


E por falar em saudade onde anda você
Onde andam seus olhos que a gente não vê
Onde anda esse corpo
Que me deixou louco de tanto prazer
E por falar em beleza onde anda a canção
Que se ouvia na noite dos bares de então
Onde a gente ficava,onde a gente se amava
Em total solidão
Hoje eu saio na noite vazia
Numa boemia sem razão de ser
Na rotina dos bares,que apesar dos pesares,
Me trazem você
E por falar em paixão, em razão de viver,
Você bem que podia me aparecer
Nesses mesmos lugares, na noite, nos bares
A onde anda você?

Lembranças de uma epoca alienante

Me inspirou: a tristeza

Hj pensei seriamente em apagar esse blog, em encerrar com tudo q já escrevi nele, e começar algo novo qm sabe.
Fui ver os posts e vi q escrevo desde 2007, bah na epoca q eu estava no col, onde só dormia e ia para escola, qndo eu não militava, não estagiava, nem tinha decidido oq ia fazer para qse o resto da vida.

Qndo tudo era tolo, e a "construção" de uma sociedade pra mim, estava na igreja! É podem acreditar nisso, eu realmente acreditava q por meio de atuações na restinga e de atividades como o mãos q ajudam, eu ia conseguir mudar a vida das pessoas, eu realmente acreditava q a consagração, era algo coletivo, mas chegou uma epoca, em q a vinda do "messias", já não me bastava, q eu percebi q nada adiantava eu estar de bem comigo mesma, fazendo lá minhas assistências, e fazendo bem a mim mesma, pq no fim é isso q se faz.
Estar no lugar de alienado, é bem cômodo, tu não se dá o trabalho de se desconstruir todo o dia, tu não se dá o trabalho de perceber suas contradições, tu não esta o tempo todo, lutando contra um sistema q tu vê e percebe.

Bom 01:52 e deixo mais um post incompleto, não vou vim aqui outro dia, se alguem estiver afim de completar ele, complete, pq eu to cansada hj, e tbm estou lindando com minhas contradições, não qro mais escrever.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

O amor e a nova moral

Deixo esse post inconcluido, mas visível, pq como eu asim, ele vaie star em construção.

Me inspirou:

Bom não e atoa que o nome desse post começa assim, é uma sitação direta ao livro da Alexandra Kollontai mesmo.
 Contraria a meus desejos me pego mais uma vez "presa" a esse sentimento , gostar,  q a muito tempo fracassadamente eu insisto em negar. Mais uma contradição minha, infantilmente reinvidicando o amor livre e os meus próprios desejos, mas qndo me apaixono fujo literalmente de qlqr coisa q me faça sentir assim, insegura e ao mesmo tempo tão bem.

É anti feminista - machista, eu negar meus sentimentos e tentar esconde - los de mim e do outro, eu apenas reproduzo o que esses sistema me impõe, não posso me entregar, mas tenho que amar, como assim? Eu qro poder desejar com todo o meu ser esse outro alguem, porem minha história e todas as experiencias que já vivi e presenciei, me impedem, de viver a imensidão da beliza que é poder se entregar a alguem.

Como Diz Kollontai ... O certo é que o amor, em suas diferentes formas e aspectos, constitui, em todos os níveis do desenvolvimento humano, uma parte indispensável e inseparável da cultura de cada época... como pode o sistema se apoderar desse bem tão belo, e desejavel, nos tornando donos uns dos outros e fazendo, com que nos vivamos essas experiencias ambiguas.Parabenizo qm já consegui avanças e se libertar das amarras que o impedem de amar, o proximo sem medo de se machucar.


Deixi voces com mais uma frase que faz eu me desconctruir. 
...Que o amor não é de modo algum um assunto privado, que interesse unicamente a dois corações isolados, mas, pelo contrário, que o amor supõe um princípio de união de um valor incalculável para a coletividade, isto se evidencia no fato de que, em todos os graus de seu desenvolvimento histórico, a humanidade estabeleceu regras que determinavam quando e em que condições o amor era considerado legítimo (ou seja, quando correspondia aos interesses da coletividade), e quando teria de ser considerado como culpado (ou seja, quando o amor se encontrava em contradição com a sociedade).

Fragmenstos de Identificações

Além de gostar dela como cantora, na minha adolescencia me identificava bastante com a Janis Joplin na relação de amores, eu sempre fui um desastre e na minha adolescencia mais ainda, já que era um pouco alienada e grandemente contra os padrões de beleza que a globo empurrava para meninas de 14, 15 ... anos, então imagine. Enqnto as meninas estavam parecendo com as meninas da malhação eu parecia com o Marilym Manson em começo de carreira, dificilmente eu seria disputada, como as meninas blushs, mas estava consciente disso, e não ligava muito para isso até pq sempre tinha uns chinelos velhos por ai, como diz a Janis:
" Todo mundo já esteve apaixonado e foi abandonado, e todo mundo já teve alguem que amou de verdade e não foi capaz de amar."
 Foi essa frase e o momento que me fez pensar em escrever e relembrar a já esquecida Joplin, na verdade foram essas questões de identificaçoes e de amar e não ser capaz de estabelecer e fotificar essas relaçoes, que vizeram passar por aqui hj.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Passagem...

Me inspirou: A luta contra o machismo

Bom como estou com muito sono e ao mesmo tempo produzindo par caramba, não vou escrever muito, outro dia venho escrever minhas ponderações sobre esse maravilhoso texto, mas deixo para qm quiser acumular mais sobre as opressoes silenciosas q nos mulheres vivemos, vou deixar esse site, maravilho por aqui. http://www.sof.org.br/ se deliciem com um dos maravilhosos textos que tem ai.



Com que corpo eu vou? por Maria Rita Kehl

Na coletânea "Nu e Vestido", antropólogos revelam como, para milhares de brasileiros, o sentido da vida cada vez mais se reduz à produção do físico ideal

"O corpo tem alguém como recheio"
Arnaldo Antunes, tema para o grupo "Corpo", em 2000

Que corpo você está usando ultimamente? Que corpo está representando você no mercado das trocas imaginárias, que imagem você tem oferecido ao olhar alheio para garantir seu lugar no palco das visibilidades em que se transformou o espaço público no Brasil? Fique atento, pois o corpo que você usa e ostenta vai dizer quem você é. Pode determinar oportunidades de trabalho. Pode significar a chance de uma rápida ascensão social. Acima de tudo, o corpo que você veste, preparado cuidadosamente à custa de muita ginástica e dieta, aperfeiçoado por meio de modernas intervenções cirúrgicas e bioquímicas, o corpo que resume praticamente tudo o que restou do seu ser é a primeira condição para que você seja feliz.
Não porque ele seja, o corpo, a sede pulsante da vida biológica. Não porque possua uma vasta superfície sensível ao prazer do toque -a pele, esse invólucro tenso que protege o trabalho silencioso dos órgãos. Não pela alegria com que experimentamos os apetites, os impulsos, as excitações, a intensa e contínua troca que o corpo efetua com o mundo. O corpo-imagem que você apresenta ao espelho da sociedade vai determinar sua felicidade não por despertar o desejo ou o amor de alguém, mas por constituir o objeto privilegiado do seu amor próprio: a tão propalada auto-estima, a que se reduziram todas as questões subjetivas na cultura do narcisismo.

Nesses termos, o corpo é ao mesmo tempo o principal objeto de investimento do amor narcísico e a imagem oferecida aos outros -promovida, nas últimas décadas, ao mais fiel indicador da verdade do sujeito, da qual depende a aceitação e a inclusão social. O corpo é um escravo que devemos submeter à rigorosa disciplina da indústria da forma (enganosamente chamada de indústria da saúde) e um senhor ao qual sacrificamos nosso tempo, nossos prazeres, nossos investimentos e o que sobra de nossas suadas economias.

"Nu e Vestido" é um livro recém-editado pela Record, reunindo estudos de dez antropólogos brasileiros e estrangeiros a respeito da cultura do corpo no Rio de Janeiro, hoje. O título, que remete intencionalmente ao famoso estudo de Claude Lévi-Strauss, "O Cru e o Cozido", revela o interesse dos autores pelo corpo como um complexo conjunto de signos classificatórios que indicam as diferenças sociais na cultura do Rio de Janeiro, o que vale também para outras culturas urbanas no Brasil. O grande interesse do livro, a meu ver, são os dados e os depoimentos colhidos pelos antropólogos; quanto às análises empreendidas, tive a impressão de que a preocupação com o rigor acadêmico tolheu a liberdade e a criatividade dos autores, que em geral descrevem exaustivamente os respectivos campos de investigação, mas não arriscam muito na interpretação teórica dos dados.

No entanto a atualidade do objeto e a força das informações colhidas dão o que pensar. Vivemos em uma cultura do corpo. Cada pesquisador escolheu um aspecto dessa cultura: as academias de musculação; o culto à praia; as operações plásticas e enxertos de silicone; o consumo de hormônios e anabolizantes; o cultivo do bronzeado; a moda. O conjunto nos parece monstruoso. Para milhares de brasileiros, incentivados pela publicidade e pela indústria cultural, o sentido da vida reduziu-se à produção de um corpo. A possibilidade de "inventar" um corpo ideal, com a ajuda de técnicos e químicos do ramo, confunde-se com a construção de um destino, de um nome, de uma obra. "Hoje eu sei que posso traçar meu próprio destino", declara um jovem freqüentador de academias de musculação, associando o aumento de seu volume muscular à conquista de respeito por si mesmo.

As ciências biomédicas, em defesa de uma (pretensa) saúde, ocuparam o lugar deixado vazio pelos discursos religiosos, filosóficos e morais no mundo contemporâneo. Seu saber orienta uma variadíssima indústria do corpo, ainda em expansão no Brasil, cujos imperativos em nome da vida, da felicidade e da saúde conquistam mercados e mentes. O cuidado de si volta-se para a produção da aparência, segundo a crença já muito difundida de que a qualidade do invólucro muscular, a textura da pele e a cor dos cabelos revelam o grau de sucesso de seus "proprietários". Numa praia carioca, escreve Stéphane Malysse, as pessoas parecem "cobertas por um sobrecorpo, como uma vestimenta muscular usada sob a pele fina e esticada...".

São corpos em permanente produtividade, que trabalham a forma física ao mesmo tempo em que exibem o resultado entre os passantes. São corpos-mensagem, que falam pelos sujeitos. O rapaz "sarado", a loira siliconada, a perua musculosa ostentam seus corpos como se fossem aqueles cartazes que os homens-sanduíche carregam nas ruas do centro da cidade: "Compra-se ouro". "Vendem-se cartões telefônicos." "Belo espécime humano em exposição."

É fato que as sociedades burguesas, desde o século 19, consideraram o corpo como propriedade privada e responsabilidade de cada um. O corpo -mas o corpo vestido, domado pela compostura burguesa e embalado pelo código das roupas- era o primeiro signo que o "self-made man" em ascensão, sem antecedentes nobres, emitia diante do outro a respeito de quem ele "é". A aparência substituiu, com vantagens democráticas, o "sangue". O corpo bem-comportado de até poucas décadas atrás dizia: sou uma pessoa decente, confiável, honrada -e meus negócios vão bem.

O corpo malhado, sarado e siliconado do novo milênio diz: sou um corpo malhado, sarado, siliconado. O circuito se fecha sobre si mesmo. Parece a ética dos "cuidados de si" pesquisada por Michel Foucault, mas não é. O sentido da prática dos cuidados de si a que se dedicavam alguns cidadãos romanos, na Antiguidade, estava diretamente articulado ao papel desses homens na vida pública. Ser capaz de cuidar bem do corpo e da mente era condição para cuidar bem dos assuntos da "polis". No Brasil de hoje, em que o espaço público foi a um só tempo desmantelado e ocupado pela televisão, a produção dos corpos é a produção da visibilidade vazia, da imagem que tenta apagar a um só tempo o sujeito do desejo e o sujeito da ação política.

A cultura do corpo não é a cultura da saúde, como quer parecer. É a produção de um sistema fechado, tóxico, claustrofóbico. Nesse caldo de cultura insalubre, desenvolvem-se os sintomas sociais da drogadição (incluindo o abuso de hormônios e anabolizantes), da violência e da depressão. Sinais claros de que a vida, fechada diante do espelho, fica perigosamente vazia de sentido.

Maria Rita Kehl é psicanalista e ensaísta, autora de "Sobre Ética e Psicanálise" (Companhia das Letras), entre outros.

Eu, eu te oferecerei Pérolas de chuva, Vindas de um país Onde não chove e mesmo assim vc ainda não sorri

John Lennon

John Lennon
Quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém"

Quer achar alguma coisa ???